quinta-feira, 24 de novembro de 2016

POR QUE A PEC 241/55 NÃO TOCA NOS JUROS DA DÍVIDA PÚBLICA?

Se você é trabalhador, operário, funcionário público, da classe média ou "baixa", PRECISA SABER DISSO. Se você NÃO é milionário ou mesmo rico, NÃO PODE IGNORAR TAL REALIDADE.
O governo Temer diz querer "diminuir os gastos públicos" através da PEC 241 (que já está no Senado como PEC 55), que congela por 20 anos investimentos essenciais em saúde, educação, habitação, transporte, assistência social, Previdência Social e etc. Entretanto, não fala que gasta muito mais com juros da dívida pública. Segundo a FIESP, no site www.jurometro.com.br
,só este ano já foram gastos R$ 365 BILHÕES com esses juros.
O estrago social que o pagamento de juros faz é tão grande, que segundo a FIESP, esse gasto daria para manter 140 mil crianças na escola; equipar 730 mil unidades escolares, ou construir 349 mil escolas. Esse mesmo valor na Habitação permitiria a construção de mais de 5 milhões de casas populares; 150 milhões de ligações de água; ou, 95 milhões de ligações de esgoto.
Se aplicados na renda do trabalhador o que o Governo Federal já gastou com juros seria o equivalente ao sustento de mais de 500 milhões de trabalhadores com um salário mínimo; 880 milhões de cestas básicas ou 1 bilhão e 300 mil pessoas recebendo o Bolsa-família. Se Temer aplicasse o dinheiro dos juros da dívida pública em transporte, construiria mais de 120 mil quilômetros de ferrovias; mais de 220 quilômetros de rodovias; ou, inauguraria 450 novos aeroportos.
E por que Temer não propõe cortar também esses gastos? Porque, segundo o economista João Sicsú, em artigo publicado por Carta Capital (23-11-2016), "O pagamento de juros da dívida pública é feito aos credores do Estado, que são banqueiros e rentistas. A quase totalidade dos credores é composta de milionários e bilionários. É a elite financeira, formada inclusive por empresários do setor produtivo. São os ricos do Brasil. Somente no ano de 2015, eles receberam mais de 500 bilhões de reais dos cofres públicos", se somarmos aos juros outros benefícios que tiveram.