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A corrupção no Brasil: um olhar profético e teológico a partir de uma adaptação de Tiago cap. 5 e da releitura do profetismo do AT

*Nelson Gervoni O atual cenário político e econômico do país requer um olhar teológico que, bem apurado, interprete profeticamente a conjuntura e ofereça à Igreja e à sociedade em geral uma compreensão da ação de Deus nesse importante momento da história nacional. Afinal, é de se crer que Deus não esteja alheio a esse contexto. Outra contribuição desse olhar teológico é convencer importantes segmentos da Igreja que é seu papel ser "sal da terra" e "luz do mundo" (Mateus 5.13, 14) através de intervenções que, no mínimo, sejam portadoras do anúncio do Juízo Divino contra os causadores de todo esse mal. Isso porque tais segmentos, numa postura de conveniente acomodação, acredita - ou finge acreditar - que ser sal e luz se limite à pregação do púlpito e ao "evangelismo pessoal" e, quando muito, à ações assistencialistas que só fazem legitimar e perpetuar aquilo que se acredita combater. Um olhar teológico assim, ajudaria na compreensão de que para Deu...

Religião e mito

Há uma forte resistência da parte de alguns líderes espirituais em reconhecer as influências míticas nas narrativas, símbolos e ícones das suas religiões. Parece que esse reconhecimento ameaça ou tira a legitimidade da fé. No entanto, um breve olhar nos escritos, crenças, práticas e costumes dessas religiões mostra o quanto a mitologia caminha ao lado da fé, até mesmo do(s) cristianismo(s). Nem mesmo a Bíblia - livro que para mim é a Palavra de Deus - escapa da influência dos mitos. Por exemplo, o dilúvio não é uma narrativa exclusiva dos hebreus. Outras religiões falam de seus dilúvios, inclusive as de matriz africana. Moisés - do Antigo Testamento - não foi, segundo as narrativas míticas, o único personagem fundador de nação a ser colocado num cesto a boiar nas águas de um rio. A mitologia diz a mesma coisa de Ciro (leia o texto "Moisés, um egípcio", de autoria de Sigmund Freud). O Logos (Verbo que se fez carne, Cristo) do Novo Testamento, por mais que teólogos conservado...

Juiz de paz eclesiástico: um título no mínimo arriscado

Diante da onda dos chamados CURSOS DE JUIZ DE PAZ ECLESIÁSTICO, de curtíssima duração e carentes de um projeto que lhes dê um mínimo de estrutura pedagógica, supostamente amparados por um elenco de leis que não tratam mem de longe da pretensa função, visando principalmente pastores e líderes religiosos ávidos por um título honorífico ou por uma carteirinha de "autoridade", apresento algumas observações. Quanto ao exercício da função de juiz de paz "eclesiástico", vale dizer que a lei 1.110 - que por sinal é de 1950 - não trata desta atividade, mas limita-se a regulamentar o casamento religioso e sua equivalência ao casamento civil, atos regulamentados pelo Código Civil Brasileiro em seus artigos 1515 e 1516. A lei 6.015 de 1973 também não versa sobre esta função, tratando dsos erviços concernentes aos Registros Públicos. O CBO - Classificação Brasileira de Ocupações, também não trata da função de juiz de paz eclesiástico, mas sobre as atribuições do teólogo e ent...
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Recomendações a um teólogo recém-formado

Nelson Gervoni Compartilho nesse artigo as palavras que disse recentemente numa cerimônia que presidi de Colação de Grau de Bacharel em Teologia, seguida de um ato de ordenação pastoral e que aqui intitulo “Recomendações a um teólogo recém-formado”. São atitudes básicas para quem deseja seguir a carreira da teologia, da docência teológica e do ministério pastoral ao mesmo tempo. 1. Atualize-se sempre Essa primeira recomendação é bastante básica e, como tal, útil para qualquer formação que exige preparo acadêmico. Como qualquer curso, o de teologia não consegue contemplar em sua grade curricular todos os temas pertinentes à área. Assim, o teólogo deve continuar lendo a Bíblia e os livros. Paulo orientou a Timóteo a se aplicar à leitura (1 Tm 4.13b). Em 2 Timóteo 4.13 compreendemos que essa leitura se referia aos textos do Antigo Testamento (os pergaminhos) e aos demais livros úteis para o seu ministério. Ryrie (A Bíblia Comentada) afirma que “Às portas da morte, este missionário...

Matamos em obediência a Alá - Entrevista com extremistas islâmicos

Por Nelson Gervoni Inconformado com a tragédia que enlutou a França e o mundo na última sexta-feira, me propus a entender o que leva homens “religiosos” a praticarem tamanha barbárie. Me valendo do meu registro de jornalista me arrisquei numa entrevista com três extremistas que me responderam algumas perguntas e me autorizaram a dizer seus nomes. São eles Zayn Samir Kalil, Mohammed Youssef Said e Faruk Aziz Osman. Já no início da entrevista Kalil fez questão de esclarecer três coisas. Primeiramente deixou claro que Alá é o mesmo Deus no qual creem os judeus e cristãos. Alá, disse ele, é o nome do Deus que criou todas as coisas, transmitiu a Lei a Moisés, para os judeus, e depois ao profeta Maomé, para os muçulmanos. Em segundo lugar afirmou que não participaram dos ataques, mas creem que os atos são justificáveis diante de Alá e do Alcorão. Por último, falou sobre os demais irmãos muçulmanos não extremistas, deixando claro que a maioria islâmica não age com o radicalismo que eles ...

Pós-Graduação em Teologia

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