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sábado, 16 de maio de 2015

Reflexão: por uma teologia do diálogo

O problema não está em Charles Darwin, mas naquilo que fizeram com suas teorias, criando o darwinismo.
Da mesma forma o problema não está em Karl Marx, mas naquilo que fizeram com suas ideias, instituindo o socialismo.
De igual modo o problema não está em Friedrich Nietzsche, mas na forma como leram este filósofo, criando o niilismo.
Do mesmo modo o problema não está em Sigmund Freud, mas naquilo que fizeram com sua obra, criando o sexualismo psicanalítico.
Igualmente o problema não está em Cristo, mas naquilo que fizeram com seus ensinamentos, desenvolvendo o cristianismo.
Assim, quando nós, os cristãos, criticamos Darwin, Marx, Nietzsche, Freud e outros teóricos sem conhecer profundamente suas obras, teorias e conceitos, fazemos como aqueles que criticam Cristo, sem no entanto conhecer profundamente os Evangelhos e o que as Escrituras falam dele.
O grande desafio que temos como cristãos na pós-modernidade é analisar as possibilidades e/ou impossibilidades de diálogo entre as correntes teológicas atuais e as teorias científicas e saberes citados nesta reflexão que acabo de propor (se bem que elas não são novas para mim, pois venho fazendo isso nas aulas de Filosofia da Educação e de Teologia). Como podemos, a exemplo do que disse o apóstolo Paulo, “examinar todas as coisas e reter o que é bom” (1 Ts 5.21) nessas teorias e saberes?
NELSON GERVONI